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Eleito há dois, Prefeito de Cabedelo é afastado em operação da PF suspeito de ligação com o crime organizado

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB), a Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta terça-feira (14/04), a Operação Cítrico, com o objetivo de cumprir medidas cautelares expedidas no âmbito de investigação que apura a suposta atuação de organização criminosa voltada à fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de facção criminosa com atuação no município de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Vinte e um mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, além de outras cautelares pessoais determinadas pelo Poder Judiciário, tais como o afastamento do atual prefeito de Cabedelo e de outros servidores públicos para aprofundar a colheita probatória, preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas. As diligências são executadas em conjunção de esforços entre a PF, Gaeco/MPPB e CGU.

Conforme apurado, o esquema investigado teria se valido da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, com infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo, circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.

A investigação revelou um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes de organização criminosa, voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, cujo valor pode chegar até R$ 270 milhões.

A investigação segue em andamento e os fatos apurados poderão ensejar a responsabilização pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, sem prejuízo de outros ilícitos eventualmente identificados no curso da apuração.

O Gaeco, a PF e a CGU reafirmam seu compromisso institucional com a defesa do patrimônio público, com o enfrentamento qualificado à corrupção e com a repressão à infiltração do crime organizado nas estruturas estatais, sempre em atuação integrada com os órgãos de persecução e controle.

Com Ascom da Polícia Federal

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