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Operação desarticula esquema de fraude fiscal com prejuízo de R$ 110 milhões na PB e outros três Estados

O Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal da Paraíba (GAESF) deflagrou, nesta terça-feira (7), a “Operação Baronato”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por fraudes fiscais estruturadas. Segundo as investigações, o grupo sonegou mais de R$ 110 milhões em ICMS, gerando prejuízo milionário aos cofres públicos.

A ação ocorre simultaneamente em cinco cidades: João Pessoa, Campina Grande (PB), Maringá (PR), Morro do Chapéu (BA) e São Paulo (SP). No total, as equipes cumpriram 10 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão. Além disso, houve bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens. As ordens foram emitidas pela 1ª Vara Regional das Garantias da Capital.

Como funcionava o esquema

De acordo com o GAESF, o grupo simulava operações interestaduais para evitar o pagamento de ICMS e garantir vantagem competitiva. Para isso, criava empresas com filiais em vários estados, utilizando-as para internalizar e vender mercadorias na Paraíba sem o recolhimento do imposto.

Além disso, o esquema fraudulento executava transferências de estoque fictícias. Na prática, porém, os produtos eram entregues diretamente aos compradores. Em muitos casos, não havia emissão de nota fiscal, o que dificultava a fiscalização.

Com o tempo, a quadrilha passou a realizar transferências irregulares de créditos fiscais, garantindo a continuidade das fraudes. Para esconder os lucros, utilizava laranjas, ocultava o patrimônio e se apropriava indevidamente de valores destinados às políticas públicas da Paraíba. Assim, o grupo mantinha o anonimato e dificultava o rastreamento das operações.

Crimes e penas

Os investigados podem responder por diversos crimes, entre eles:

Crimes contra a Ordem Tributária (Lei nº 8.137/1990);

Organização Criminosa (Lei nº 12.850/2013);

Falsidade Ideológica (Decreto-Lei nº 2.848/1940);

Lavagem de Capitais (Lei nº 9.613/1998).

Somadas, as penas máximas ultrapassam 28 anos de reclusão, o que reforça a gravidade das infrações cometidas.

Forças envolvidas na operação

A “Operação Baronato” mobiliza mais de 100 agentes públicos. Participam 25 auditores fiscais, 6 promotores de Justiça, 70 policiais civis — incluindo 13 delegados — e 4 procuradores do Estado.

O GAESF atua como braço operacional do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos da Paraíba (CIRA). O grupo reúne representantes da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ-PB), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (SESDS-PB) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-PB). Dessa forma, a ação conjunta fortalece o combate à sonegação e amplia a recuperação de ativos públicos.

Origem do nome
O nome “Baronato” faz alusão ao poder concentrado e à influência do grupo criminoso. Uma das principais empresas investigadas traz o termo “barão” em sua razão social. Assim como os baronatos históricos, o esquema buscava manter privilégios ilícitos e domínio sobre o mercado.

Por meio de filiais em diversos estados, a organização expandiu sua atuação e praticou fraudes fiscais em larga escala, sempre com o intuito de preservar vantagens acima da lei.

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