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Audiência proposta por Michel Henrique coloca em pauta fortalecimento da carcinicultura que faz da Paraíba o 3º maior produtor de camarão do Brasil

Um setor que movimenta R$ 600 milhões por ano, está presente em 78 municípios paraibanos e colocou a Paraíba na terceira posição no ranking nacional de produção de camarão foi o tema central da audiência pública realizada nesta quinta-feira (15) na Assembleia Legislativa da Paraíba.

A iniciativa foi do deputado estadual Michel Henrique, que propôs e presidiu o debate com o objetivo de identificar os entraves do setor e construir uma agenda concreta de políticas públicas para a carcinicultura no estado.
O crescimento da atividade impressiona.

Em 2003, a Paraíba produzia 3.323 toneladas de camarão cultivado. Em 2025, a projeção é de 27 mil toneladas, expansão de mais de 700% em duas décadas. Só de 2024 para 2025, a produção saltou de 9 mil para mais de 18 mil toneladas, com movimentação econômica passando de R$ 180 milhões para R$ 300 milhões. São 420 fazendas distribuídas do Litoral ao Sertão, com forte concentração no Vale do Paraíba, onde o camarão da espécie Penaeus vannamei apresenta produtividade acima da média nacional.

“Um gigante adormecido que precisa do nosso apoio. Os produtores ainda enfrentam entraves estruturais sérios que limitam o crescimento e impedem que a Paraíba alcance todo o seu potencial nessa atividade”, pontuou Michel Henrique durante a audiência. Para o parlamentar, o debate vai além do diagnóstico: as demandas levantadas na audiência serão reunidas em relatório oficial da ALPB e encaminhadas a autoridades competentes, com foco na obtenção de recursos e na criação de legislação específica para fortalecer o setor fiscal e estruturalmente.

Os entraves são conhecidos e precisam de resposta: ausência de unidades de beneficiamento em número suficiente, inexistência de laboratórios de pós-larvas no estado, falta de infraestrutura básica de apoio à produção e dependência de intermediários para escoar o produto.

Esses gargalos limitam a competitividade dos produtores paraibanos nos mercados nacional e internacional e impedem maior agregação de valor ao camarão produzido no estado.
A audiência reuniu lideranças representativas do setor.

O presidente da Associação de Criadores de Camarão da Paraíba, Alberto Magno, reforçou o caráter social da atividade, que tem base na agricultura familiar e nos pequenos produtores do interior. O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, destacou que a Paraíba já dispõe de tecnologia de ponta e uma das melhores produtividades do Brasil, e que com apoio financeiro o setor pode alcançar um novo patamar.

O deputado Wallber Virgolino, presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio, reafirmou o compromisso da ALPB em legislar em favor dos produtores. Também participaram o Superintendente Federal de Pesca e Aquicultura da Paraíba, Pablo Gouveia, e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba, Mário Borba, além de produtores e lideranças do setor.

O objetivo de Michel Henrique é claro: fomentar investimentos estruturantes, ampliar o suporte técnico e financeiro aos produtores e posicionar a Paraíba como referência nacional na produção de camarão marinho cultivado.

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