A situação envolvendo a coleta de lixo em João Pessoa vem gerando reclamações da população em diversos bairros da cidade, diante do acúmulo de resíduos e atrasos na coleta.
A situação da limpeza urbana em João Pessoa voltou ao centro do debate político nesta quarta-feira (13), após declarações divergentes do diretor da Emlur, Ricardo José Veloso, e do deputado estadual Hervázio Bezerra (MDB), pai do prefeito Leo Bezerra.
Enquanto o superintendente da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana voltou a negar a existência de uma crise no serviço de coleta de lixo da Capital, Hervázio admitiu publicamente que há problemas envolvendo a empresa responsável pela operação.
Durante entrevista à Rádio Correio FM, Ricardo Veloso afirmou que a situação não pode ser tratada como uma crise e destacou que não houve interrupção dos serviços.
“Como não há crise, não há paralisação. Crise para mim seria ruptura, falta de perspectiva, e em momento algum existiu isso na Emlur”, declarou.
Apesar disso, o próprio diretor reconheceu dificuldades relacionadas a uma possível contratação emergencial e admitiu que esse tipo de medida pode gerar questionamentos.
“A mobilização de uma empresa dessa, ela não é encontrada em uma prateleira. Então, a contratação emergencial é uma forma precária. Amanhã pode haver inúmeros questionamentos. O contrato de emergência não é muito bem visto”, afirmou.
Já na Assembleia Legislativa da Paraíba, Hervázio Bezerra adotou um discurso diferente e reconheceu que existe um problema na coleta de lixo da Capital.
“O problema do lixo de João Pessoa não há por que esconder”, declarou o parlamentar durante discurso na tribuna.
Segundo Hervázio, o crescimento acelerado de João Pessoa nos últimos anos aumentou significativamente a produção de resíduos, o que teria contribuído para o colapso financeiro de uma das empresas responsáveis pelo serviço.
“João Pessoa foi a capital brasileira que mais cresceu. Aumentou muito a quantidade de lixo, aumentou a população, aumentou o custo dos insumos e, na realidade, uma das empresas quebrou”, afirmou.
O deputado também revelou que a Prefeitura notificou oficialmente a empresa para que apresente uma solução imediata. Caso o problema não seja resolvido, a gestão municipal deverá recorrer a um contrato emergencial enquanto prepara uma nova licitação para o serviço.
“Leo mandou notificar a empresa para que ela se pronuncie, como determina a lei. Se a empresa não restabelecer o serviço, será feito um contrato emergencial. Paralelamente, já está sendo iniciado um novo processo licitatório para o encerramento do contrato atual”, explicou.
A fala de Hervázio acabou reforçando a percepção de crise na limpeza urbana da Capital, em contraste com o discurso adotado pela direção da Emlur nos últimos dias.





