O senador Efraim Filho (PL-PB) elevou o tom das cobranças ao Governo Federal durante a discussão da PEC da Segurança Pública, nesta terça-feira (3), no plenário do Senado Federal. O parlamentar questionou as prioridades do Ministério da Justiça diante do avanço das facções criminosas no Brasil e cobrou uma atuação mais firme, estratégica e eficiente no enfrentamento à escalada da violência que ameaça as famílias brasileiras.
“Enquanto organizações criminosas ampliam seu poder de atuação, ocupam territórios e desafiam a autoridade do Estado, o Governo Federal precisa concentrar sua atenção naquilo que realmente afeta a vida da população: segurança, proteção das famílias e garantia do direito de ir e vir”.
O senador usou como exemplo a preocupação do Ministério da Justiça com a classificação indicativa de desenhos bíblicos, que, em sua avaliação, evidencia uma inversão de prioridades diante da gravidade dos problemas enfrentados pelo país.
“Agora a gente está entendendo por que o crime avança no Brasil: porque o Ministério da Justiça está preocupado se o desenho bíblico é para menino acima de 12 anos ou não. Isso é um absurdo”, ressaltou.
Efraim também destacou que já apresentou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para contestar a medida relacionada à classificação indicativa. O senador pediu atenção dos colegas à tramitação da proposta e defendeu que o Congresso exerça seu papel de fiscalização e controle diante de decisões que considera questionáveis.
Ao ampliar suas críticas, Efraim defendeu que o enfrentamento à criminalidade não pode ficar restrito a discursos ou medidas isoladas. “O Brasil precisa de uma política nacional de segurança que funcione na prática, com integração entre as forças policiais, inteligência, investimentos, valorização dos profissionais da segurança e ações permanentes contra o crime organizado”.
Na avaliação do senador, “não é aceitável que facções avancem sobre comunidades, imponham suas próprias regras e ameacem a liberdade das pessoas enquanto o poder público deixa de apresentar respostas proporcionais ao tamanho do problema”.
Apesar das ressalvas, o senador manifestou voto favorável à PEC da Segurança Pública. Para ele, a proposta não resolve todos os problemas nem representa a transformação necessária para enfrentar a criminalidade, mas constitui uma oportunidade de avançar na construção de respostas institucionais mais efetivas.
“Não é um grande salto, mas é um passo adiante. Para quem está no atoleiro, qualquer passo já é válido. O Brasil precisa lutar de maneira efetiva contra essa escalada da violência que amedronta as famílias”.
Efraim concluiu o pronunciamento ressaltando que é preciso sair do campo das intenções e produzir resultados concretos. “O país precisa de um Estado presente, capaz de proteger seus cidadãos, recuperar territórios dominados pelo crime e assegurar que nenhuma família brasileira tenha sua liberdade limitada pela ação de organizações criminosas”,finalizou.




